ONU critica ataques a <i>Wikileaks</i>
A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, manifestou, dia 9, a sua preocupação face às pressões que têm sido feitas sobre empresas para que cessem a prestação de serviços ao site Wikileaks.
Para esta responsável, tais medidas podem ser interpretadas como uma tentativa de impedir as publicações do referido site, constituindo assim uma violação do direito à liberdade de imprensa.
«Se Wikileaks cometeu algum acto ilegal, o sistema judicial encarregar-se-á do assunto, mas tal não deve ser feito através de pressões e intimidação de terceiros», acrescentou Pillay, notando ainda que se levantam «complexas questões que dizem respeito aos Direitos Humanos a propósito do equilíbrio entre a liberdade de informação, o direito de ser informado e a necessidade de proteger a segurança nacional ou a ordem pública».
Na semana em que Julian Assange foi detido em Londres, dia 7, após a justiça sueca ter emitido um mandado de captura por alegadas «agressões sexuais», por todo o mundo registaram-se manifestações de solidariedade com fundador do site que divulgou recentemente mais 250 mil documentos secretos.